Por que ferramentas de pagamento influenciam seu potencial de inovar

Paulo Rezende, diretor comercial da Amadeus Brasil

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Paulo Rezende, diretor comercial da Amadeus Brasil
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O tema principal dos eventos que a Amadeus vem promovendo na América Latina em 2017 é “time to transform”, ou “hora de se transformar”. Chegamos a esse slogan devido à exaustão do termo “evoluir” como indicador dos atuais desafios do mercado. Como nunca, quem quiser de fato sobreviver no médio prazo terá de transformar a forma de manter ou incrementar suas margens. Eventuais “gorduras” óbvias foram pouco a pouco sendo consumidas nos últimos anos.

No atual estágio da indústria das viagens, nenhuma outra oportunidade nesse sentido é mais significativa para as agências do que as formas de pagamento.

Assim como o GDS transformou a indústria no início dos anos 90, ao levar aos agentes um único canal de distribuição — criando inclusive um modelo de negócios que se mantém altamente sustentável até hoje —, as oportunidades representadas pelos meios de pagamento têm um alto potencial de diversificar as fontes de receitas das agências e estabelecer mais um vetor de lucro que deve se manter ativo até onde nossos olhos podem ver. Décadas, portanto.

Há tantas formas de aumentar receita e reduzir custos com os novos produtos de pagamento que chegaram ao mercado de um ano para cá que as agências que não os implementarem estão literalmente disputando uma corrida com um motor menos potente que as rivais. Alerta de fraude, pagamento integrado no GDS, aumento nos prazos de pagamento, facilidade na conciliação das vendas e transações com os fornecedores são alguns dos pontos que reduzem custos e elevam receitas das agências.

Como exemplo de redução de custos, temos obviamente o corte de despesas com os operadores de cartão de crédito e a menor possibilidade de fraude. Como geradores de receita, é possível ter “rebates” por cada compra realizada por meio de cartões virtuais e o ganho financeiro com o prazo adicional de pagamento. São alguns exemplos, entre vários que temos.

Mas, além da matemática simples e visível apresentada no parágrafo acima, a utilização dos produtos de última geração no processo de venda de viagens — seja com o consumidor ou com os fornecedores — também traz um ganho operacional de eficiência que é invisível a olhos nus, mas que certamente estará muito perceptível quando a empresa realizar seu balanço final do ano.

Temos insistido na questão da eficiência não pelo clichê, mas porque ela vem se impondo como fundamental para a empresa sobreviver em tempos de economia colaborativa. Recentemente, durante o Amadeus Select Presidents’ Summit — evento para donos e presidentes de grandes agências da América Latina, realizado em Budapeste—, uma frase saltou aos ouvidos dos presentes durante a apresentação de Landry Holi, head de Corporate Innovation da Amadeus: “Você quer ser o disruptor ou o disruptado?”. Foi a pergunta dele usando neologismo que vem do inglês “disruption”, palavra da moda usada para realçar como as novas tecnologias estão mudando os negócios.

Sob o ponto de vista da tecnologia das viagens, as formas de pagamento são certamente um dos pontos centrais que respondem à pergunta de Landry. Agências, companhias aéreas e outros players estão correndo na direção da modernidade e facilidade nas transações.

Diante disso, vale insistir na pergunta: você é disruptor ou disruptado?

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