Essa história do imposto para remessas ao exterior, que ficou de ser 6% , 25% ou 33,33 é o assunto mais comentado das últimas semanas em todo o trade. Enquanto a nossa intenção era a de começar o ano focados no trabalho, em ações estratégicas para sobreviver à crise e alta do dólar, recebemos mais esse golpe do governo, o qual vem se mostrando extremamente omisso, irresponsável, inconsequente e desesperado para tapar o buraco deixado pela corrupção e péssima gestão do dinheiro público. Como sempre, quem paga é o povo trabalhador.

Mas quando o governo não é por nós, precisamos nos unir ou, pelo menos, agirmos de forma que não prejudique os nossos concorrentes.

Definitivamente, não existe nada de graça nesse mundo. Você paga até pelo ar que você respira. Você acha que uma rede social como o Facebook é gratuita, mas ela não é. Por trás do seu perfil de usuário, existe um interesse dessa rede social em você, afinal você representa para ela números, estatísticas que são vendidas para a publicidade. Ou seja, você ao clicar em concordar nos termos do Facebook – termos esses que jamais lemos –  para criar o seu perfil, está concordando em vender suas informações pessoais para essa empresa.

Então, o que pensar de operadoras que, em meio a essa crise e dólar estratosférico, abrem mão do imposto cobrado pelo governo, imposto esse que não abre exceções ?

Isso pode ser configurado como antiética e pior: desespero. Lembremos que muitas operadoras de grande porte encerraram suas atividades antes mesmo dessa nova alíquota ser anunciada. Portanto, todo o cuidado é pouco.

Isso de fato está acontecendo, algumas operadoras oportunistas estão adotando essa postura irresponsável, prejudicando os negócios dos seus concorrentes, onde muitas agências estão cancelando suas reservas para darem preferência àquela que não cobra o imposto.

Nós aconselhamos, expressamos as nossas opiniões, mas obviamente você quem decide o que deve ser feito em sua agência de viagens.

Mas antes de tudo, pense nos seus clientes, nos seus colaboradores, nos seus demais parceiros ao brincar de roleta russa com o seu negócio que levou anos para ser construído.

Operadoras, empresas com essa atitude estão armando uma verdadeira bomba relógio, e todos aqueles que compactuam irão explodir juntos.

Portando, prefira operadoras que agem com transparência, que não vendem fantasias e ilusões, o mercado é uma ciência exata, uma matemática, as contas precisam bater, os denominadores precisam ser comuns.

A escolha é sua. Não tente solucionar os problemas com mais problemas, problemas esses maquiados de soluções. Não venda a sua alma ao diabo.

Update1: Este texto refere-se a operadoras brasileiras, e não operadoras multinacionais as quais, segundo comentários dos nossos leitores e seguidores, podem desviar desse imposto.

Update2: Este texto não tem a intenção de generalizar ou diminuir empresas ou profissionais. Se sua operadora preferida e parceira te inspira confiança e credibilidade, e mesmo assim não está cobrando o IRRF, sente com seus diretores e procure saber o porquê da não cobrança, e se os argumentos te parecerem coerentes, siga em frente. Nosso objetivo é precaver, afinal as armadilhas do mercado existem e precisam ser evitadas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO